O Jardim da Tumba

Quando falamos sobre o local onde Jesus teria sido sepultado, logo pensamos que trata-se da igreja Santo Sepulcro, o que a maioria não sabe é que existe um outro lugar que, possivelmente, pode ter abrigado o corpo de Jesus Cristo até a sua ressurreição.

 

O Jardim da Tumba

 

Atualmente o local oficial, onde Jesus teria sido crucificado, morto, sepultado e ressuscitado, está dentro da Cidade Velha de Jerusalém. Trata-se da igreja do Santo Sepulcro, que foi fundada no início do Século IV, na época do Imperador Constantino. No entanto, por mais de 200 anos alguns estudiosos tem questionado se este seria realmente o lugar dos eventos narrados nos Evangelhos.

Muitos cristãos acreditam que o Jardim da Tumba pode ter sido o jardim de José de Arimatéia, no qual Jesus foi sepultado após a sua crucificação, isso porque, de acordo com algumas narrativas encontradas nas escrituras, Jesus foi sepultado fora da cidade de Jerusalém.

 

Santo Sepulcro e Jardim da Tumba

Cidade de Jerusalém circulada em amarelo. Igreja Santo Sepulcro e Jardim da Tumba circuladas em vermelho.

Segundo as escrituras, Jesus teria sido crucificado em uma colina chamada Calvário ou Gólgota. O termo significa “caveira”, referindo-se a uma colina que contêm uma pilha de crânios ou a um acidente geográfico que se assemelha a um crânio.

O Novo testamento descreve o Calvário como “perto de Jerusalém” (João 19:20) e fora das muralhas da cidade (Hebreus 13:12). Isso está de acordo com a tradição judaica, em que Jesus foi também enterrado perto do lugar de sua execução.

Naquele tempo as crucificações eram realizadas, geralmente, próximo as vias mais movimentadas, com o intuito de desestimular potenciais rebeldes que agiam contra o sistema. Este local estaria situado exatamente no ponto de encontro das principais vias, que conduziam á Jericó e Damasco. A Bíblia diz que Jesus foi conduzido para fora da cidade, levando a sua própria cruz, para o “lugar da caveira” (Gólgota em Aramaico e Calvário em Latim), onde foi crucificado com dois ladrões, sob a vista de uma multidão que zombava e de outros passantes que lançavam insultos sobre ele.

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O General Charles Gordon se tornou o maior expoente da idéia de que esta pedreira (agora uma estação de ônibus) poderia ter sido o local da crucificação de Jesus. Atualmente ninguém pode afirmar com certeza, mas é no mínimo curiosa a semelhança com um crânio humano, esculpido sobre a face da rocha. A fotografia mostra como a imagem parecia no final do Século XIX.

Colina da Caveira _ Israel

Colina da Caveira

 

Imagem da Caveira

Imagem da Caveira

A Bíblia também diz que “no local onde Jesus foi crucificado havia um jardim e  no jardim um novo túmulo, em que ninguém ainda havia sido sepultado”. (João 19:41).

Este túmulo (e presumidamente também o jardim) pertenciam a José de Arimatéia, um discípulo secreto de Jesus, a quem foi dado permissão especial para sepultar o corpo de Jesus antes do ínicio do Sábado Judaico.

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Neste jardim encontra-se um dos maiores reservatórios de águas pluviais (água da chuva) já encontrados em Jerusalém. Esta cisterna possui uma capacidade para armazenar mais de novecentos mil litros de água. Em sua forma atual, data do tempo das Cruzadas, no entanto, uma versão anterior da cisterna pode ter sido usada no primeiro século, indicando evidências de um pomar, tal como uma vinha, nos tempos de Jesus.

No jardim existe um lagar muito bem preservado, onde as uvas eram pisadas para a produção do vinho. Este lagar foi escavado em 1924 e é um dos maiores já encontrados em Israel. Sua descoberta sugere que o jardim era originalmente uma extensa vinha, possivelmente o jardim de um homem muito rico, O Jardim de José de Arimatéia.

O antigo Lagar

O antigo Lagar

O túmulo foi descoberto em 1867. Infelizmente sua entrada foi danificada, possivelmente por um terremoto e foi reparado com blocos de pedra. A datação exata do túmulo ainda é contestada, no entanto, percebemos que todas as características mencionadas na narrativa bíblica a respeito da tumba de Jesus podem sem notadas neste lugar.

A bíblia relata que o túmulo foi escavado na rocha, não era uma caverna natural (Mateus 27:60) e que foi selado com uma grande pedra rolante, assim como conseguimos perceber pelo canal que existe na frente da porta. E o que eu achei surpreendente: O local do sepultamento é no lado direito do túmulo (Marcos 16:5) e teria sido visível do exterior (João 20:5).

Parte interna do túmulo escavado na rocha

Parte interna do túmulo escavado na rocha

Nos anos posteriores o túmulo foi provavelmente utilizado para o culto cristão, no período Bizantino. Há indicações de uma estrutura de capela, bem como duas cruzes, uma das quais está localizada dentro do túmulo.

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Apesar de todos os detalhes se encaixarem dentro das narrativas dos 4 Evangelhos, não existe nenhuma prova definitiva de que este seria o local da crucificação, sepultamento e ressurreição de Jesus.

Mas o verdadeiro lugar tem menos importância do que aquilo que ele representa.

Eu realmente me senti privilegiada por reviver um momento tão importante, um marco para a história da humanidade.<3

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“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16).

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“Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados.” (1 Pedro 2:24)

 

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Até breve. 🙂

Isabel Sbrogio

 

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