Visitando Marrakech, Marrocos

Como chegar a Marrocos – Marrakech

Para quem vive ou pretende visitar a Europa, existem vária empresas Low Cost, que operam com preços acessíveis, mas atenção! eles não oferecem nenhum copo de água grátis e você terá o direto de levar apenas uma bagagem de mão (10kl), passando disso, você terá que pagar uma taxa para despachá-la. Por isso, leve somente o necessário para que o preço continue sendo vantajoso.

Como eu moro em Dublin, na Irlanda, comprei a minha passagem aérea pelo site da Ryanair – http://www.ryanair.com/ – paguei  69 Euros na passagem de ida e volta. (mais barato do que uma ponte aérea Rio – São Paulo). 🙂

Então lá vai mais uma dica: Se você pretende conhecer algum país europeu, como por exemplo a Espanha, porque não pensar em estender a sua viagem até o Marrocos?

Fica mais barato conhecer vários lugares de uma vez, do que conhecer um lugar a cada ano. Pense nisso.

Aeroporto de Marrakech

Para quem quer saber dicas de como usar o transporte público (ônibus) do aeroporto até Marrakech, leia o post sobre Dicas de Transporte Público em Marrocos.

Para quem prefere andar de taxi fique atento, pois os taxistas costumam cobrar uma fortuna por 10 minutos de corrida, que é o tempo que se leva do aeroporto até Place Jemaa El Fna (principal ponto turístico).

A minha dica é: Consulte o preço do ônibus e tente negociar um preço aproximado com os taxistas. Em Marrocos não existe um preço tabelado, tudo o que você quiser comprar, primeiro terá que negociar.

Nós acabamos decidindo por ir de taxi, porque chegamos à noite e o GPS não estava funcionando.

Pagamos 40 Dirhams. Para nós foi um ótimo preço, se considerarmos que seria o equivalente a 4 euros para duas pessoas.

Mas negociamos com o taxista do aeroporto até o Hotel e ele nos deixou em uma avenida paralela a Place Jemaa El Fna. Ele disse que não poderia seguir a diante, porque não entravam carros naquela direção (E ele estava certo). O problema é que ele já sabia disso… Enfim, andamos aproximadamente meia hora para encontrar o nosso Hotel, pois as ruas, ou melhor, os becos, são muito parecidos, inclusive os nomes são parecidos. E os Riads, que ficam na região da Medina, estão sempre com as portas fechadas, dificultando ainda mais a nossa busca.

Então tivemos que pedir informação. (toda a vez que você pede informação, você precisa dar dinheiro, é sempre assim, em Marrocos tudo acontece em volta do dinheiro).

No segundo dia, fomos até o terminal de ônibus de Marrakech para comprar as nossas passagens para Merzouga e, para a nossa surpresa, as rodovias que dão acesso à cidade estavam fechadas, por conta de uma forte chuva na região, logo, o nosso passeio estava cancelado.

Eu confesso que fiquei sem rumo! Fiquei uns 10 minutos tentando digerir a informação de que eu não conheceria o Deserto do Saara, mas nessas horas,  procuro sempre pensar que as coisas não acontecem por acaso. O meu anjinho da guarda trabalha duro para me proteger. 😉

Para quem quiser saber como comprar essas passagens, leia: Dicas de Transporte Público em Marrocos.

Depois que nos vimos ali, chocados, sem saber para onde ir, tratamos de descartar o meu roteiro e procurar outro lugar, então, claro! Decidimos ver o mar!! <3

Decidimos ir para Agadir, para quem quer visualizar o roteiro leia: Viajando de Marrakech à Agadir – Marrocos.

Eu fiquei muito feliz com a nossa escolha. Agadir é uma cidade linda, de ruas largas, ar fresco e com um pôr-do-sol fascinante, vale muito a pena conhecer. Curtimos tanto a cidade que não queríamos mais voltar, fomos prorrogando a volta, dia após dia, deixando apenas 2 dias para Marrakech.

E então chega o dia de partir para Marrakech. (já que o nosso avião partia de lá).

A cidade estava super movimentada, chegamos durante o Festival International du Film de Marrakech. Ruas fechadas, gente andando para todos os lados… Eu fiquei louca e então pensei: _ Já que o meu roteiro não vale mais nada mesmo, que tal procurarmos por um Hotel que fique entre a Medina antiga e a parte nova, assim podemos curtir os dois lados.

Sugestão aceita! E encontramos o Hotel Akabar. Simples, bonito e bem localizado.

Hotel Akabar -Av.Echouhada (Q. Hivernage) – Marrakech – Morroco

Pagamos o equivalente há 25 euros por pessoa, acredito que seja o mesmo preço que um Riad dentro da Medina, com a diferença de estar com as portas abertas a noite toda e pela facilidade de ser encontrado (ahhhh.. e tem piscina! :P)

O que visitar em Marrakech

Visitamos a cidade nova na mesma noite que chegamos à Marrakech. Fomos ao Festival International du Film de Marrakech e jantamos em um restaurante razoável, nem vou indicar aqui, também não peguei o cartão. (Nunca vi tanta azeitona reunida no mesmo prato..rs).

Fomos ao shopping… (me senti em São Paulo), vi o supermercado Carrefour  e enlouqueci! rs, corri para comprar umas besteirinhas marroquinas..hehehe.

No outro dia visitamos a Medina antiga.

Praça Jemma el Fna –  Conhecida como a praça mais movimentada da África. É o  ponto turístico mais importante da cidade.

11811571_1069620363055645_8787039675445670674_n

11825656_1069620466388968_1979626333687882640_n

Indico que visite a Praça Jemma el Fna de dia e de noite, pois você terá a sensação de ter conhecido dois lugares totalmente diferentes.

De dia você tem a oportunidade de entender melhor a dinâmica do lugar. Se depara com os encantadores de serpentes, os adestradores de macacos, os vendedores de dentes e dentaduras, os mágicos, as senhoras que fazem tatuagem de henna…

Tudo isso agregado ao movimento insano de moradores locais que desviam dos turistas abobalhados com o movimento do comércio, e das motos, e dos animais, e dos pedestres….rs

De noite os holofotes se voltam para as barracas de comidas típicas, ali você vai encontrar o famoso cuscuz marroquino, o tagine, a kafta. A variedade é tão grande que, para quem gosta de experimentar, (que não é o meu caso) existem várias opções exóticas, como: sopa de caramujo, olhos e cérebro de carneiro, testículo de boi… (bom, acho melhor parar por aqui).

Escolha a sua comida e não deixe de experimentar o famoso suco de laranja, que é maravilhoso. 🙂

Souks – É assim que são chamados os mercados populares de Marrakech.

11817149_1069620416388973_4940070394078535317_n

 

 

Pausa para um Chá Marroquino

11234916_1069620573055624_7855841164975237334_n

Há souks de tecidos, tapetes, artigos de bronze, vestimentas, bijouterias, temperos, especiarias e tantos outros que fica complicado relacionar, já que estamos falando do maior Souk Berber do país. Agora tente imaginar tudo isso aglomerado em ruelas minúsculas, misturado com barraquinhas de frutas secas, vendedores ambulantes de pães em bicicletas, o vai e vem de motos e de pedestres….. Caos? Claro que não! Mas você precisa sentir, nem tudo se explica com palavras, é necessário viver o momento. Isso é cultura.

Se aventure no jogo de barganha. Caso você se encante com algum objeto, pergunte o preço e, pode (sem medo) chutar menos da metade do que eles disserem. Pode reduzir o preço e até começar a sair da loja, porque eles te trazem de volta. 🙂 Não compre nada, nada por mais da metade do preço inicial! Você se sentirá lesado ao conversar com colegas que conseguiram um preço melhor que o seu.

Mesquita La Koutoubia – A maior mesquita de Marrakech e patrimônio mundial da Unesco.

11855692_1069620673055614_6517238512775671621_n

11781819_1069620606388954_7183282323664887675_n

 

Somente os muçumanos podem entrar na mesquita, que é adornada com quatro globos, hoje de cobre, mas segundo reza a história, na sua origem eram de ouro, procedente das jóias de uma das esposas de Yaqub Al-Mansur, que foram entregues como penitência por ter quebrado o jejum no Ramadan.

PALAIS BAHIA –  Construído no final do século XIX em estilo marroquino. O seu nome significa “brilho”.

11825971_1069620786388936_1264818685627144500_n

 

11796315_1069620723055609_790670898176937028_n11061182_1069620756388939_2419749376491840088_n

No palácio funcionou o harém de Ahmed ben Moussa, que tinha 4 esposas e 24 concubinas. O harém inclui um vasto pátio decorado com um lago e rodeado dos quartos destinados às concubinas. (curiosidade: o Sultão era o único homem permitido no harém. Além dele, apenas os músicos podiam entrar, desde que fossem cegos).

Quando Ahmed ben Moussa morreu em 1900, o palácio foi palco de um autêntico pandemônio. Conta a história que nos dias que antecederam a morte de Ahmed, foram colocados guardas no exterior do palácio, aguardando em silêncio o acontecimento. Logo que se aperceberam que Ahmed tinha morrido, ao ouvirem os prantos vindos do interior, todas as entradas foram encerradas e ninguém foi autorizado a entrar ou sair. Entretanto, no interior, os escravos pilharam tudo o que puderam e as mulheres lutaram entre si pela posse das jóias. Foram arrombados cofres, de onde retiraram títulos de propriedade e outros documentos; as pedras preciosas foram arrancadas e partidas para serem facilmente escondidas e transportadas. Alguns dias depois nada restava senão o grande edifício. A família foi expulsa e passou fome, tendo as vastas propriedades passadas para a posse do Estado.

Eu particularmente não curti muito visitar este palácio, justamente porque estava totalmente vazio…rs. E, apesar da beleza, me senti entediada e perdida, pois a distribuição dos cômodos parece ter sido feita de forma desorganizada. Enfim, mas não custa nada passar por lá e conferir de perto. 😉

Se tiver alguma sugestão, deixe o seu comentário. Siga o nosso Blog e clique no botão curtir.

Boa Viagem!

2 thoughts on “Visitando Marrakech, Marrocos

Deixe uma resposta